segunda-feira, 9 de julho de 2018

Chegou a hora de voar!




Tenho uma certa desconfiança quando oiço dizer - pois, tudo aquilo foi muito bonito enquanto durou, agora que acabou, melhores dias virão, olha é a vida! Como se me quisessem dizer, mesmo que não tivesse compensado, sempre foi melhor que a solidão! Como se não levássemos até ao fundo o esforço de entender! Mesmo o sabor do ácido, como o sabor do áspero, cabem no romance, é uma questão do relativo, se existe, tem de ser vivido, doutra maneira nunca seria importante! Claro que quando planeio as minhas fugas, tudo o que mais desejo é de ser encontrado, as birras não são mais que um amuo a decifrar! Gostos e desgostos vivem na mesma insónia, naquele acordar brusco em que não sabemos em que planeta estamos, até que o silêncio nos toma de novo, os diálogos internos cessam, sim uma fé inabalável vem de novo ao de cima, chegou a hora, penso eu, talvez sim, apesar dos medos e das lutas internas, chegou a hora de novo voar!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

As memórias!






Somos o que as nossas memórias nos lembram! A memória é algo que nos situa, como que sem memórias, perdêssemos as referências, como se sem elas, perdêssemos a direcção para o nosso presente e futuro! Sem memória deixo de saber para onde ir, até porque ao perder o passado, fico sem rumo para o futuro! Melhoro se a minha memória for selectiva, a carga tende a ser mais leve, assim transporto apenas o essencial! Sem memória é sempre a perder, como se um barco sem rumo se tratasse! É curioso, fico sempre a ganhar quando guardo o melhor que as memórias me trazem, até porque o que não morre, mais depressa se encontra! Na sombra da memória vive tudo o que selectiva mente guardei, como se de um tesouro se tratasse, aquele prémio de tão cobiçado, tornou-se o meu maior feito, até porque me apaixonei por essa possibilidade, de que com a memória, me guardo apenas para o essencial!

quinta-feira, 5 de julho de 2018

A inocencia!



A inocência é algo que não se produz, não se fabrica a inocência. É-se inocente quando se ama o que nos rodeia, se ama a vida e não a questionamos! A inocência é algo que nos pode trazer a dor, mas também a alegria sem limites! A inocência em nós, faz-nos apreciar o detalhe, funciona como uma memória selectiva, permite-nos apreciar a essência, retira-nos o acessório. Tal como as memórias, a inocência lembra-nos o que realmente conta, afasta-nos do que nos é prejudicial! Não se é inocente porque se escolheu, é-se simplesmente, porque assim foi determinado! A inocência não tem medo da solidão, até prefere esse tipo de companhia, não se aborrece, antes cultiva essa diversão, até porque á muito compreendeu que no solar da fonte, existe alegria e diversão quanto baste!

terça-feira, 3 de julho de 2018

Hoje fiz-me gente!




Ser gente faz-se todos os dias, todos os dias me faço gente, ser gente é ir contra a corrente das outras gentes, outra vez, ser gente, é ir a favor da corrente das outras gentes! Muitas vezes é recuar, lutar contra o estabelecido, não ir atrás de todas as outras tendências para tentar ser melhor gente, outras vezes é não entrar em disputas estéreis contra o mundo, tantas vezes imaginário, ser gente é gostar de o ser antes de o saber! Ser gente é muitas vezes ser pequeno, mesmo sabendo que de pequeno nada temos, algumas vezes, ter de ser forte, quando o que mais queríamos é agir de forma contrária! Para sermos gente, nem sempre seremos como toda a gente, para sermos gente, muitas vezes teremos de confiar no nosso sentir! Para sermos gente, não basta fazer como todo o planeta o faz! Para sermos gente, teremos que confiar em muito, menos em toda a gente!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

A pergunta




É curioso, tantas vezes a pergunta efectuada, a resposta de tão longe quase não percebida, como se donde viesse nos parecesse inexistente, como se ela própria acabasse também nos perguntando, como se tivesse receio em nos confrontar. A pergunta simples que apenas deseja resposta ainda mais simples. Se o que sou, sei-o bem, mas de tão simples não o consigo exprimir, sou levado a crer que talvez tenha receio em acreditar, sobretudo aceitar aquele desejo mais fundo em mim, que apenas não seja o sumo do que o mundo deseja para mim!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Os mistérios


Quando a procuro controlar esvai-se-me entre os dedos. Se procuro agarrar, escapa-se-me. Nem mesmo quando a tento roubar, mesmo com toda a rapidez, a consigo prender. Ás vezes penso que a beleza só atrapalha, como se me intoxicasse até ao desmaio, como se entrasse em pânico por sentir que a posso perder. Todos os cuidados são poucos, é um trabalho enorme, cheio de mistérios. O maior mistério é quando quero pensar enorme. Quando penso que já cheguei ao cume do mastro maior. Aí encontro a beleza, gozo-a, usufruo dela. Tento-a agarrar de novo, escapasse-me novamente. Tudo se goza, nada se controla, o mistério de correres a favor da corrente, ao invés de remares contra a mesma!!!