quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O beijo!



Um beijo significa muito, um beijo pode nada significar, beijo de muitas formas, por amor, beijo com paixão, agradeço beijando, beijo por ternura, despeço-me com um beijo, dou as boas vindas beijando, beijo por educação, beijo sofrendo, beijo em alegria, disfarço um beijo, em todas estas ocasiões sou eu, gosto mais, quando o beijo é sincero, é verdadeiro, quando o faço sem representação, as múltiplas formas de beijar, são o exemplo de como me comporto, como reajo, perante as realidades que se me apresentam, a todas, e em todas, represento um papel, o papel que me fui obrigando a encenar, habituei-me a isso, sou bom nisso, assumo um papel diferente, consoante a realidade que se me depara, o beijo, tal como o abraço, é um gesto, é um momento, em que exprimo perante o outro, meus sentimentos, é talvez a expressão, em que, mais me obrigo, a sair do meu território, amo, logo beijo, é natural, não amo, torna-se impossível beijar, o melhor beijo, é aquele, em que trocado milhares de vezes pelos olhos, muito antes de a aproximação ao outro!


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

As mudanças!



Talvez porque somos humanos, porque conhecemos os nossos limites e o dos outros, receamos sempre o desconhecido. Reparo que prefiro sempre o que meus olhos alcançam. Sou por natureza avesso ao desconhecido,á mudança. Sim, pois, é pequeno, mas já me habituei, é feio, mas é assim que prefiro, não gosto muito, mas é assim que estou habituado, prefiro deixar tudo como está, sabes? É melhor não mudar. Por preguiça, acabo por preferir sempre o que está mais á mão, ao que já estou habituado, opto pelo quente hábito das minhas rotinas. Habituo-me á rotina, acabo por me sentir sempre melhor dentro dos meus limites. Aprendo que só serei homem para os grandes momentos, quando não me prender mais aos pequenos, aprendo que serei mais, quando ultrapassar os dias em que nada se passa, dessa forma, estarei preparado para os dias, em que o mundo sem me avisar, se prepara para mais me oferecer, em que a vida através do mundo, se deixa derrubar nas suas mentiras, se deixa vencer pelo desconhecido, se abraça para me oferecer, o que sempre ambicionou, a vida sem limites!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

História!




As memórias são a nossa bússola! As memórias relembram-nos, servem de referência para o futuro que prosseguimos! É com as memórias, as peças soltas da nossa vida, que vamos construindo a nossa História. Importam para a História as memórias que nos trouxeram experiencia, aprendizagem, são com as quais nos construímos, essas são aquelas, que tal como o cimento numa casa, cimentam a nossa História. Só construímos um futuro melhor. quando aprendemos com as memórias! Muitas são as memórias, muitas as reflexões, sempre numa lógica de que, basta um único dia, um segundo marcante, para que valha a pena, tudo aquilo vivido!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O ditado!



Diz o ditado que mais vale um pássaro na mão que dois a fugir, assim a modos como, melhor remediado com um do que sem nada, talvez seja verdade, a experiencia do vazio completo, é sempre a mais difícil com que se conviver, preferimos sempre o mínimo a não ter nada, a vida vai-nos mostrando que o vazio, a indefinição, são sempre difíceis de lidar, talvez sim, talvez não, mas o ter muito, o ter tudo, também nos satisfaz? Também acho que não, portanto não queremos não ter nada, não queremos só o indispensável e não nos preenchemos tendo tudo, bom, assim o assunto torna-se complicado, será que estou a ver tudo desfocado? será que estou a ver tudo muito nítido? Tão nítido que mais me apetece virar de assunto e fingir que nada percebo? Isto de procurar as perguntas e fugir das respostas nem sempre é fácil de assumir, se isto não é extraordinário, desisto, impressionante também é o facto de, tudo o que aqui disse sobre mim, pode ser dito sobre qualquer um, como se os meus olhos fossem o de qualquer um, talvez a finalidade sobre tudo o que descrevi, seja reconciliarmo-nos com a vida, aceitando as alegrias que nos traz, aceitando a sua eventual perda, provando a nós próprios, que a nossa vida, e o que conseguimos fazer com ela, 
é bem melhor, que a projecção que dela antes fiz!