sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Comunicamos tambem com as palavras!



Comunicamos tambem com as palavras, embora muitas vezes sentindo e querendo mas não conseguindo verbalizar, porque o que sentimos as palavras não conseguem alcançar, as palavras nessas alturas parecem pouco, apenas nos servem como exemplos, nessas alturas as palavras expressam pouco o muito que queremos, mas não conseguimos partilhar! 
Com as palavras atacamos, com as palavras nos defendemos, muitas vezes as palavras magoam-nos, não eram aquelas que queríamos ouvir, tocaram-nos onde não queríamos ser tocados, nesses momentos ripostamos, falamos alto, usamos as palavras para nos defender, recuperamo-nos com as palavras!
Muitos usam as palavras mesmo quando ninguém as quer ouvir, outros ouvem tudo porque sentem receio de as usar, ambos procuram o mesmo, que as palavras lhes sirvam para se poderem entender! 
Comunicamos através das palavras, muitas vezes queremos exprimir o quanto gostamos, o quanto dos outros precisamos, por timidez fugimos, nessas alturas sentimos como importante é usar as palavras certas, aquelas que nos aproximam, nesses momentos descobrimos quão importante é não fugirmos das palavras!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sempre comigo!



Corre no canto da minha lágrima, uma lembrança de ti, limpei-a, quis apaga-la, sobreviveste, as lágrimas sobre ti são sempre curtas, sempre que me apareces, tornas curtas as minhas lágrimas, as lágrimas sobre ti sempre se transformam em alegres vitórias, prefiro ver-te na minha alegria, já não cabes no canto da minha lágrima, no canto da minha lágrima apenas resta a memória que de ti guardei, apenas sinto consolação, ás vezes gostaria que me ajudasses a secar as lágrimas, as lágrimas que deixei no canto das minhas lembranças, já não são lembranças, apenas memórias que guardei no canto da minha imaginação, voam tal qual o vento, aprendi a guardar só aquilo que antes existiu, o que nasceu e existiu antes da lágrima que correu, trago-te sempre comigo, atravessando comigo todos os continentes, todos os cantos onde corre a fonte dos meus sentimentos, como ideal de desejo, assim acordei, percebi então, que as lágrimas que antes corriam, eram verdadeiras, significavam ilusão da perfeição!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O tempo não se esgota!



O tempo sempre discreto, prefere afastar-se para não confrontar, o tempo sempre paciente, o tempo não se perde em disputas que só a razão do meu tempo prefere continuar, sabe que o caminho se faz por outro caminho, ás vezes estreito, outras mais largo, o caminho faz-se há medida que o meu tempo tem capacidade para aguentar! O tempo sempre me ensina que o meu tempo tem sempre um novo tempo para aprender, o meu tempo esgota-se em cada lição, o tempo nunca se esgota, tem sempre mais tempo para me enviar, o tempo envia-me tempo para eu ter tempo para aprender sobre o tempo!


Nem sempre estar consciente do tempo é bom, ter consciência de ter tempo sem alegria de o ter, torna tudo muito mais duro, como se tivesse ganho a lotaria e tivesse perdido o bilhete, sei o que faria com, mas não tenho forma de, sei para onde quero ir, mas sei que não tenho combustível para, alegria de ser tempo com consciência de o ter, talvez a sublime experiencia!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A escrever vou dizendo!



Escrever para mim, quando escrevo leio, aprendo, registo, agora quero escrever sobre mim, para todos, para mim, como se de uma obrigação se tratasse, escrever pela vida, essa coisa tão única, estarmos vivos, algo de que não responsáveis, que não controlamos, mas que gozamos e vivemos! Escrever e gravar, armazenar as minhas memórias num armazém entretanto criado, para que quando recebo uma requisição, um pedido, necessário emitir, devidamente empacotado, com destino certo, para o mundo, para as gentes do mundo, para todos aqueles que meus semelhantes, vivos como eu, que também vivem alegrias e sofrem dissabores, mas que aprendem todos os dias, o bom de se sentir a vida, o bom de estar vivo, o bom que é viver!   

 


A escrever vou dizendo o que a mim sempre quis anunciar, que por mais penoso que a minha razão me queira convencer, o caminho é fácil, desde que em mim confie, desde que o percorra em alegria, sabendo que nem sempre limpo de obstáculos, mas que se percorre porque nele quis confiar, sabendo que nele confio, porque desde cedo aprendi que, o caminho a percorrer há muito que o aprendi, há muito que o caminhei!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Partir naquele comboio!



Aquela sensação boa,de ir, de me sentar, de me recostar no assento daquele combóio, estender minhas pernas ao banco da frente, encostar a cabeça e partir, rodeado de tanta gente, não importa a gente, apenas eu, feliz, a partir, partir sem viagem de regresso, como gosto de partir, no combóio voa-se, em terra, mas voa-se, olha-se e vê-se para fora, continuo parado, o comboio em movimento, a paisagem voa, quero agarrá-la, já passou, o combóio é aquele transporte que me remete às minhas memórias, boas memórias, sensação boa, voar em terra, fora do comboio a vida também existe, noutro ritmo, gosto da sensação, de estar fora, de ver o comboio a passar, o comboio sempre tão rápido, eu parado, lá dentro, agora estou fora, vejo-me a passar por mim, a alta velocidade, quero apanhar-me, não consigo, estou fora do comboio, estou demasiado acelerado para mim, prometo que amanhã apanho o comboio, quando o apanhar, decerto já lá não vou estar, decidi sair, decidi voltar, decidi agarrar em mim e admirar o comboio, o comboio noutro lado a passar, agora recostado, a estender as minhas 
pernas, a encostar a cabeça, feliz, apenas eu, a ver o comboio,
por mim a voar!