Quero ser gente apenas porque me fiz gente assim,
quero ser gente, não apenas para ser a favor de toda a gente nem para ser
contra toda a gente, quero ser gente porque acredito que sendo, é bem melhor do
que apenas parecer! Quero sempre ser alguém num mundo pleno de gente, queremos
muito, ser mais do que toda a gente, mais tarde percebemos, de que assim, todos
acabamos por per
dermo-nos de toda a gente! Muitas vezes, só me sinto gente, rodeado
de muita gente, outras há, em que me sinto gente rodeado de pouca gente, quando
ao redor de tantos, a gente sente falta de gente, talvez seja chegado o momento,
de voltar a procurar a semente que nos tornou gente!sábado, 27 de junho de 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
A Inspiração!
Não sou a
minha inspiração, apenas o privilégio dela usufruir, antes de me tornar mais um
para a aplaudir. Ela vem após momento de hibernação, como se tivesse sido
anunciada, tal como as amêndoas anunciam a chegada da primavera. A inspiração
tal como a obra dela acontecida, tem um preço, continuar livre e aberto para
deixar que mais dela me possa invadir. Vale a pena saber o valor dessa
inspiração, até porque não devo nunca cair na tentação, de que como autor, achar
que nada mais tenho a cumprir, talvez porque o desafio será sempre de me
superar, embora sempre com a dúvida insistindo em me bater á porta. Devo apenas
lembrar-me, que sou apenas mais um humano, sujeito aos erros e ás falhas, mas com
uma vontade enorme de aprender e me superar, embora saiba, que o curso da minha
vida, nada tem com o teor do que escrevo. Deparo de que ao escrever, encontro
uma esperança, ou talvez uma maneira de preencher um vazio, ou ainda uma porta
que se abre, por trás dela um segredo, só descoberto com a inspiração, que a
chegada da primavera antes anunciou!
terça-feira, 12 de maio de 2015
Os meus passos!
Somos o que
os nossos passos ditam, ou os nossos passos apenas nos ditam, que a direcção
tomada, antes teria que ser pensada, interiorizada, sentida. Nada mais frágil
do que um ser que apenas se move ao sabor do vento. O vento apenas me ajuda, me
dá força, os passos e o sentido, sou eu que os determino, fazendo assim que não
me torne apenas e só, num ser que se deixa levar pelas tendências, pelas modas,
pelo que todos pensam em uníssono. A força da escolha é bem superior á escolha
da indecisão, a magia estará porventura em não esconder as minhas escolhas e
ser feliz ainda assim. Sim, eu sinto orgulho nas marcas da minha expressão, nas
marcas deixadas pelas decisões dos meus passos, elas simbolizam as grandes
emoções que acabaram sempre por se cravarem na minha alma. E é por isso, e por
tudo o que ainda posso ser, que descobri nas minhas vontades, que não quero
mais voltar para o desconhecido, aqueles passos sentidos, interiorizados,
apenas me mostram, quão bom é tornar-me o autor da minha vida. Que todos os
dias me apresento no palco, sujeito aos aplausos, aos apupos, mas que feliz
continuo, por saber que os passos encontrados, vêm dos resultados positivos, que
não dependem como me apresentei, mas antes de quem resolveu assistir e
aplaudir.
terça-feira, 31 de março de 2015
O fio condutor!
Estamos
todos ligados, temos um fio condutor que a todos nos une, a dor dos outros
afecta-nos, a alegria dos outros afecta-nos, não é por estarmos longe que não o
sentimos, estamos sempre perto, á distancia dum pensamento, dum sentimento, não
somos felizes quando fazemos sofrer. O amor jamais morre de forma natural,
muitas vezes morre de sede, talvez porque muitas vezes me esqueça de o procurar
na fonte. Todos ligados, procurando o lugar certo, a palavra certa, o encontro
certo, projectando tudo através dos nossos olhos, que já foram de tantas cores,
que sempre mudaram á medida dos meus sonhos, sonhos que muitas vezes se tornaram
realidade, outros não tanto. Sim, hoje posso recordar o que tanto sonhei, como
se na palma das minhas mãos, tantos sonhos se esvaíram, nas palmas das minhas
mãos acabam por permanecer os sonhos que cabiam no seu tamanho, porque os
sonhos podem ser infinitos ou do tamanho da minha mão, valem o mesmo, apenas usufruo
a possibilidade de os construir e viver. É por aí, conseguindo ou não fecha-los na única saída
que o meu ser mais deseja, envolver-me no meu sonho e voar até porto
seguro, onde o sonho aí termine o seu percurso, levando-me de volta ao sonho do
meu tamanho, onde aí o resultado depende apenas de me levar de volta aquela porta
que há tanto me recuso ultrapassar, por recear que do outro lado existam muitas
outras para bater e parar. No outro lado da porta, acabo por realizar que
estamos sempre todos ligados, ultrapassando todos, as portas que insistem em aparecer para nos separar. Os meus olhos escondem
sempre tudo o que descobrem por detrás daquelas portas, olhos que me ajudam a
encontrar novamente os sonhos que quero continuar a viver, e que continuam do
meu tamanho!
sexta-feira, 20 de março de 2015
Por linhas tortas!
Dêem-me
tempo, estou sempre a exigir mais tempo, dêem-me tempo digo uma vez mais,
porque com esse mais tempo vou finalmente conseguir tudo aquilo que até agora
não consegui atingir. Talvez porque tenha a certeza, que perco muito tempo
desperdiçando tanta coisa que sei que nunca me devolverá o tempo perdido, e
sei que tudo aquilo que desperdiço, sempre esteve tão perto, á mão de
semear, sendo que os bons tempos acabam por surgir por linhas tortas, como é
costume. A eterna tendência de adiar o viver, no fundo sabendo que os momentos
em que encontro tranquilidade no meu ser, são aqueles que mais desejo que
perdurem, descobri que aquela obsessão por colocar cada coisa no seu lugar,
cada tema no seu momento, ao colocar cada palavra no seu tom, não se pode
tornar no prémio de um ser em desordem, mas antes a forma mais simples e
directa, de desejar entender os temas sensíveis duma forma racional, algo que
realizo impossível de atingir, embora entenda sempre, que uma boa cabeça e um
coração aberto, de certo formarão uma combinação formidável. É isso, quero mais
tempo para agarrar tudo aquilo que vejo me escapar entre as mãos, talvez porque
os modelos que criei, são sempre diferentes das cópias que inventei, porque
continuo a procurar a beleza na perfeição, quando ela se vai descobrindo nos
pormenores, nos detalhes, nas imperfeições. terça-feira, 17 de março de 2015
Meio século!
Meio século vivido,
outro virá, o tempo condiciona tudo, vivemos na ditadura que ele designou, não
o podemos contrariar, eu sei que há muito escrito e designado, apenas o pretendo continuar
a disfarçar. Cinquenta já vividos, outros virão, porque esse tempo já vivido e
recebido. Tirar melhor partido porque sei agora, que o tempo que passou o tempo
o levou, existem os momentos do tempo, existe o que penso do tempo, talvez o importante seja aprender
a viver os momentos, sabendo que se esgotam neles próprios. Quero apenas dar um
sentido á minha viagem, aprendi que apenas as montanhas e os rios duram para sempre,
sei que tudo está previamente estabelecido, resta-me apenas aproveitar o prazo
de validade definido á partida, como se no deserto que atravessei nada tivesse
ficado para trás, que o que deixei de mim para trás, me ajudará na beleza
que pretendo descobrir. Já descobri ser tantos e no final encontro-me sempre a mim, escapo-me sempre de mim, talvez porque na procura da beleza todos os
cuidados são insuficientes, como se ao a tentar controlar me escapasse entre os dedos,nos cinquenta que se me apresentam, descubro que
quero voltar a encontrar-me, como se tornasse numa urgência, ultrapassar os
obstáculos estabelecidos para a meta, que nunca saberei quando chegada, a certeza de que a beleza vive
da vida e de mais nada, encontra-se e alimenta-se na liberdade, a beleza não tem regras!
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